Uberização do trabalho e o trabalhador como efeito de redes
uma cartografia de controvérsias
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v19.n54.5034Palabras clave:
Uberização, Teoria Ator-Rede, Relações de trabalhoResumen
O mundo do trabalho enfrenta uma nova realidade com o advento do trabalhador just in time, vinculado às plataformas digitais, exemplificado pelo Uber. Essa forma de organização, denominada como uberização, apesar de trazer uma suposta flexibilidade de horários, parece gerar uma ambivalência nas relações de trabalho. Surge, assim, questionamentos se essa nova modalidade representa uma oportunidade, gera empreendedorismo ou precarização do trabalho. Nesse contexto controvertido, o presente trabalho compreende a Teoria Ator-Rede (TAR) como um potente referencial teórico-metodológico para análise de coletivos instáveis e complexos. Propôs-se a realização de um rastreio de controvérsias presentes nas relações de trabalho, ao seguir os circuitos em ação, destacando o trabalho dos mediadores diversos identificados. Deste modo, foi desenvolvido um relato complexo, mapeando a dinâmica desta rede em movimento. Concluiu-se que a uberização, embora ofereça certa flexibilidade, gera preocupações éticas e legais sobre segurança no emprego e direitos trabalhistas. A ausência de uma regulamentação destaca a urgência de desenvolver políticas equitativas para equilibrar a inovação tecnológica com a proteção dos trabalhadores, enfrentando desafios sociais, bem como promovendo justiça, estabilidade econômica e dignidade no âmbito laboral.
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