Prática de Campo no Ensino Superior: Levantamento e Análise de Dados Ambientais no Bacharelado em Ciências Biológicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/praxis.v17.n31.5940

Palavras-chave:

ensino de ecologia, aulas de campo, dados ambientais

Resumo

As aulas de campo em ecologia integram teoria e prática, despertam o interesse dos estudantes e promovem aprendizagens significativas. Quando bem planejadas e mediadas, favorecem a reflexão crítica sobre questões socioambientais e ampliam a compreensão dos conteúdos, fortalecendo a motivação e formando cidadãos ambientalmente conscientes. Este artigo relata uma aula prática de campo em uma Unidade de Conservação no Rio de Janeiro, na qual os estudantes coletaram dados na natureza sem remover organismos e depois analisaram essas informações em sala de aula com mediação docente. O estudo envolveu alunos do sexto período de Ciências Biológicas de uma universidade pública do Rio de Janeiro, em três etapas: aula preparatória, saída de campo ao Parque Nacional da Tijuca e análise posterior dos dados usando técnicas estatísticas multivariadas no software PAST. No campo, os alunos observaram e registraram diferentes morfotipos de fungos, estimulando habilidades investigativas e colaboração; no laboratório, cada grupo analisou e interpretou os dados, e as diferentes análises funcionaram como peças de um quebra-cabeça que ajudaram a turma a compreender o fenômeno de forma integrada. Os estudantes se mostraram engajados em todas as etapas, destacando a importância de coletar e analisar seus próprios dados. A prática evidencia como a aprendizagem experiencial promove autonomia, engajamento e pensamento crítico, integrando pesquisa e trabalho em grupo.

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Biografia do Autor

Ronaldo Figueiró, Doutor em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Graduado em Ciências Biológicas (Bacharelado em Ecologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mesma instituição pela qual concluiu Mestrado e Doutorado em Ecologia. Entre 2013 e 2015 realizou pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPGBS/Fiocruz). De 2006 a 2009 atuou como Editor Executivo do periódico Oecologia Brasiliensis, atualmente Oecologia Australis (ISSN: 1981-9366) e de 2011 a julho de 2022 foi Editor Executivo do periódico Revista Práxis (ISSN: 2176-9230). Foi um dos fundadores e hoje é Editor-Chefe do periódico Acta Scientiae et Technicae (ISSN: 2317-8957). Atualmente é Professor Associado da Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde (FCBS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde leciona na graduação, no Programa de Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA) e no Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Biologia (PROFBIO), além de ser coordenador do Laboratório de Meio Ambiente e Saúde (LabMAS). De 2011 a julho de 2022 atuou como docente permanente do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (MECSMA) do Centro Universitário de Volta Redonda. Atua também como colaborador de grupos de pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, instituição com a qual estabeleceu vínculo colaborativo desde que ingressou durante o ensino médio por intermédio do Programa de Vocação Científica da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Atua nas áreas: Ecologia e Manejo de Insetos Aquáticos e Vetores, com ênfase na biologia, distribuição e diversidade de Diptera: Simuliidae; Saúde e Meio Ambiente, com ênfase em ecologia de doenças transmissíveis; Ensino de ciências.

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Publicado

11-12-2025

Edição

Seção

Artigos