Teoria da Transição para a Aprendizagem
um modelo conceitual para o desenvolvimento da autonomia discente na era da inteligência artificial
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v21.n56.6485Palavras-chave:
Aprendizagem autorregulada, Autonomia discente, Inteligência Artificial, Mediação docente, Teoria da aprendizagemResumo
A expansão das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial tem transformado as formas de acesso, produção e circulação do conhecimento, ampliando os desafios relacionados à formação de estudantes capazes de aprender com autonomia. Embora estudos sobre aprendizagem significativa, metodologias ativas, mediação docente e autorregulação apresentem contribuições relevantes para a compreensão da aprendizagem, permanece a necessidade de referenciais que articulem essas perspectivas e expliquem o percurso de desenvolvimento da dependência cognitiva à autonomia. Este artigo tem como objetivo apresentar e fundamentar a Teoria da Transição para a Aprendizagem (TTA), uma proposição conceitual destinada a compreender o desenvolvimento progressivo da autonomia discente. Trata-se de um estudo teórico-conceitual construído a partir da articulação crítica entre referenciais da aprendizagem, autorregulação, mediação pedagógica e educação contemporânea. A teoria organiza esse processo em oito etapas inter-relacionadas, compreendidas de maneira dinâmica e não linear, nas quais a mediação docente intencional e a autorregulação assumem funções estruturantes. Argumenta-se que a autonomia não constitui condição espontânea do estudante nem consequência automática da utilização de tecnologias ou metodologias ativas, mas um processo formativo que demanda experiências pedagógicas progressivamente orientadas à reflexão, tomada de decisão e responsabilidade sobre a própria aprendizagem. A proposição oferece um referencial para pesquisas futuras e para a organização de práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da autonomia em contextos educacionais contemporâneos.
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