Enterocolite por Staphylococcus aureus resistente à meticilina associada ao uso de antibióticos
revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v21.n56.5900Palavras-chave:
Diarreia, Enterocolite, Staphylococcus aureus, Staphylococcus aureus resistente à meticilina, AntibióticosResumo
Introdução: O uso de antibióticos está associado à disbiose intestinal, favorecendo a expansão de patógenos oportunistas e o surgimento de enterocolites infecciosas. Embora o Clostridium difficile seja o principal agente etiológico reconhecido, o Staphylococcus aureus, especialmente o resistente à meticilina (MRSA), tem sido relatado como uma causa subdiagnosticada, de diarreia associada a antibióticos. Objetivo: Revisar os principais aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos, clínicos e diagnósticos da enterocolite estafilocócica, especialmente as infecções por MRSA. Métodos: Revisão da literatura baseada em artigos indexados na base PubMed abordando colonização intestinal e as enterocolites associadas ao Staphylococcus aureus e sua relação com o uso de antibióticos. Discussão: A destruição da microbiota intestinal por antibióticos permite o crescimento excessivo de Staphylococcus aureus, resultando em inflamação mediada por enterotoxinas. O MRSA pode persistir no intestino após o término da antibioticoterapia, constituindo importante reservatório hospitalar. Clinicamente, a enterocolite estafilocócica caracteriza-se por diarreia aquosa de grande volume, febre e achados histológicos de pseudomembranas frouxamente aderentes no intestino delgado. A coprocultura é indicada para o diagnóstico, especialmente quando o teste para Clostridium difficile é negativo. A vancomicina oral tem sido o tratamento de escolha, com redução significativa da mortalidade ao longo das últimas décadas. Conclusão: A enterocolite por MRSA, embora infrequente, deve ser considerada no diagnóstico diferencial das diarreias associadas a antibióticos, particularmente quando os testes para Clostridium difficile são negativos.
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