Reativação da toxoplasmose ocular em gestante
estudo de caso
Palavras-chave:
Toxoplasmose ocular, Complicação, ObstetríciaResumo
A toxoplasmose ocular é considerada a principal causa de uveíte posterior. Em mulheres gestantes, devido à imunotolerância fisiológica característica, a reativação da infecção por Toxoplasma gondii tem alta probabilidade de ocorrer. Geralmente, a infecção é autolimitada em imunocompetentes, mas pode ter recorrência em até 80% dos casos. Nestes casos, recomenda-se que a infecção fetal seja excluída no líquido amniótico e a profilaxia seja instituída se não for comprovada a ocorrência de infecção fetal. Relatamos o caso de uma mulher brasileira de 27 anos com diagnóstico de reativação ocular de toxoplasmose sem evidências de transmissão fetal durante a investigação inicial. Durante a gestação, foi encaminhada ao Pré-Natal de Alto Risco (PNAR), acompanhada com exames ultrassonográficos periódicos e com o serviço de oftalmologia e iniciado esquema profilático à base de espiramicina. Após o parto, a análise do soro do recém-nascido não foram sugestivos de infecção por T. Gondii.
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